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Adesivos

(f)rua

Na primeira quinzena de outubro de 2024, percorremos o maior corredor cultural paulista. A colagem dos nossos adesivos de rua – ou stickers – foi planejada com a compreensão de que viver e fruir a cidade, (re)conhecer-se nela, são ações narrativizadoras que aparecem em atividades simples, como caminhar pelas vias urbanas. Durante o processo, no período de uma semana, o ar abafado decorrente das altas temperaturas, junto aos alertas para incêndios, deu lugar a um vento forte, que intensificou o frio e a chuva. Em seguida, o calor retornou, e nem a garoa amenizou a quentura, que culminou em uma tempestade. Tempo de extremos! A capital, que chegou a ter a qualidade do ar considerada a pior do mundo, sofreu um apagão. No dia 16 de outubro, quinto dia em que cerca de cem mil pontos da cidade ainda estavam sem energia elétrica, a empresa responsável atribuiu a falha à força dos ventos. De fato, as mudanças climáticas potencializam fenômenos como chuvas, ventos e ondas de calor, resultando em inundações, furacões e secas. E então? Sujeitos, sociedades, natureza e catástrofes climáticas são corpos que se escrevem não em uma mera relação. Que o diga o Equador com sua crise energética em 2024. Isso reforça a urgência de reinventarmos formas de viver e de nos manifestarmos no (meio) ambiente. Esse foi o contexto em que realizamos o nosso primeiro trabalho com adesivos, registrado em vídeo.

Tina Horta
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Projeto independente de produção cultural e de pesquisa
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