Habitar os Corpos
"A questão é a seguinte: o que pode um corpo? (...) Experimente, mas é preciso muita prudência para experimentar. Vivemos em um mundo desagradável, onde não apenas as pessoas, mas os poderes estabelecidos têm interesse em nos comunicar afetos tristes. A tristeza, os afetos tristes são todos aqueles que diminuem nossa potência de agir" (DELEUZE, Gilles; PARNET, Claire. Diálogos. São Paulo: Editora Escuta, 1998. p. 50). Neste espaço virtual, cada internauta é um corpo. Como vai o seu habitat?
Corpo-eu, corpo-tu, corpo-espaço: os sentidos do corpo e do mundo estão entrelaçados. A partir dessa premissa, propomos uma reflexão sobre a relação do corpo consigo mesmo e com o seu entorno. Em um primeiro momento, buscamos ocupar o espaço público - que é, de fato, nosso - e circular o movimento da memória e do corpo presente. Com base nas noções de experimentar, deslocar e repercutir, Habitar os Corpos se configura como um conjunto de ações urbanas: lambe-lambes, adesivos e caminhadas cênicas.


